Funcionária é demitida após mensagens sexuais no Teams enquanto a empresa monitorava cada conversa
A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma funcionária que usou repetidamente o Teams da empresa para trocar mensagens sexuais durante o expediente, incluindo referências a encontros íntimos dentro das próprias dependências da companhia.
A 5ª Vara do Trabalho de Osasco entendeu que o problema nunca foi a vida privada dela, mas o uso reiterado, por meses, de uma ferramenta corporativa para assuntos pessoais. As normas internas avisavam que os sistemas poderiam ser monitorados, e a juíza considerou que essa fiscalização faz parte do poder do empregador, afastando a tese de prova ilegal.
O caso escancara um alerta: canais corporativos não são espaços privados. Até onde o patrão pode ler suas conversas é uma discussão que só cresce, e a decisão ainda pode ser revista em instâncias superiores.