TST manda Correios manterem 80% do efetivo trabalhando enquanto greve nacional segue firme
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu liminar determinando que os Correios mantenham pelo menos 80% do efetivo em cada unidade durante a greve nacional por tempo indeterminado. A decisão abrange atendimento, tratamento, transporte, distribuição e as áreas administrativas que sustentam a cadeia postal, mesmo depois de 35 assembleias aprovarem a continuidade da paralisação.
A greve começou no dia 10 de agosto, após a categoria rejeitar a proposta da estatal nas negociações do acordo coletivo, e ocorre em meio a uma crise financeira pesada: prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e um pedido de empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. O ponto central do impasse é o plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes, que os trabalhadores se recusam a perder.
O julgamento sobre a legalidade da greve está marcado para 21 de setembro, e até lá ainda há espaço para acordo. O recado das assembleias é direto: serviço público essencial não se sustenta sobre as costas de quem o entrega, e uma empresa em crise precisa de investimento, não de arrocho contra a própria categoria.