A BioWare acabou, Mass Effect está por um fio e os fãs reagem com mais de 317 mil assinaturas
O movimento #SaveMassEffect acaba de ultrapassar 317 mil assinaturas e não dá sinal de desaceleração. Depois que a EA fechou a BioWare e cancelou Mass Effect 5, os fãs se recusaram a aceitar que um dos universos mais queridos da ficção científica nos games simplesmente termina aqui. Agora o cofundador da BioWare, Trent Oster, entrou no debate com um balde de água fria: reviver a franquia do jeito que o público espera custaria algo na casa dos 200 milhões de dólares ou mais, considerando o padrão AAA atual.
Oster também defendeu o outro lado, dizendo que uma equipe enxuta, disciplinada e experiente poderia entregar um jogo à altura por menos, desde que mantivesse o escopo simples e acertasse os grandes momentos emocionais. Essa nuance importa, porque expõe exatamente o que a indústria perdeu. O obstáculo para salvar Mass Effect não é falta de talento nem falta de público, é uma conta corporativa criada por uma compra alavancada de 55 bilhões de dólares que trata estúdios amados como linhas a cortar. A EA teria escolhido um projeto de Star Wars Battlefront em vez de Mass Effect e fechado o estúdio mesmo assim.
Esse é o verdadeiro escândalo. Desenvolvedores que passaram décadas construindo mundos e confiança criativa foram descartados numa decisão de planilha, enquanto a comunidade fica implorando ao governo do Canadá, assinando petições e mobilizando centenas de milhares de jogadores só para ser ouvida. Fãs merecem mais do que um jogo, e quem faz jogos merece mais do que um aviso de demissão. A energia dessa campanha prova que a demanda é real. A pergunta é se o dinheiro algum dia vai valorizar algo além do retorno de curto prazo.