Meta quer raspar sites de notícias para treinar sua IA sem pagar por licença alguma
A Meta reescreveu silenciosamente seus termos comerciais, e as letras miúdas são uma bomba. A partir de 30 de outubro, a empresa pode raspar sites de notícias para treinar sua IA sem negociar uma única licença com as editoras que de fato produzem esse jornalismo. Softwares automatizados, bots, spiders, raspadores e rastreadores estão liberados para acessar, indexar, armazenar em cache e coletar conteúdo de qualquer domínio ligado aos seus produtos comerciais.
Não há opção de recusar apenas a coleta de dados. Quem discordar só pode parar de usar Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger para fins comerciais. Enquanto isso, a Meta segue cobrando de criadores e empresas até R$ 1.999 por mês para publicar links, e órgãos como o Cade já investigam o Google pelo mesmo roteiro. O jornalismo alimenta esses modelos, mas quem o produz é tratado como se devesse entregá-lo de graça. Isso não é inovação, é extração.