Campanha de Flávio Bolsonaro promete não privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras
Em uma tentativa de última hora de conquistar o eleitorado trabalhador antes do segundo turno, um representante da campanha de Flávio Bolsonaro garantiu que um eventual governo Bolsonaro não privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal nem a Petrobras. A promessa rompe com o legado do ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, que chegou a defender vender o banco logo e entregou a Petrobras ao setor privado em seus planos.
Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia e agora integrante da equipe de campanha, afirmou ainda que o governo preservaria programas sociais como o Bolsa Família e o BPC, reduziria o número de ministérios dos atuais 39 e atacaria os supersalários, dizendo respeitar o servidor público enquanto critica salários acima de R$ 200 mil por mês.
Para analistas, a guinada tem cara de conveniência eleitoral: a mesma equipe econômica liberal que passou anos defendendo privatizações agora promete proteger estatais só quando as pesquisas exigem. A pergunta que fica é se essa defesa repentina do patrimônio público é real ou apenas uma máscara para uma agenda de extrema-direita que segue querendo encolher o Estado.