IA não é neutra: o futuro do trabalho se decide na política, não nos algoritmos
Chega de tecnofobia e de tecnofetichismo: o que importa é quem controla a tecnologia. O texto propõe um debate político-econômico de peso: a IA não é neutra e, sozinha, não resolve — nem destrói — empregos. É o modelo econômico que decide se a inovação vira desenvolvimento ou dependência.
Do Vale do Silício ao Brasil desindustrializado, a lição é clara: sem Estado forte, política industrial e educação, a inteligência artificial concentra riqueza e poder. O futuro do trabalho e da economia não está escrito nos algoritmos, mas nas escolhas políticas feitas agora.
É um chamado para tirar o debate da superfície e colocá-lo onde ele realmente acontece: no projeto nacional de desenvolvimento.