A verdadeira fronteira entre esquerda e direita não é projeto de governo — é a empatia pelo sofrimento alheio
E se a diferença entre esquerda e direita não for sobre impostos ou planos de governo, mas sobre como encaramos a dor do outro? Em um ensaio poderoso, a tese é direta: para a esquerda, o sofrimento é coletivo; para a direita, a dor alheia é apenas o alívio silencioso de que 'ainda bem que não foi comigo'.
O texto leva essa fronteira ética para todos os lugares — da saúde e educação como direitos ou mercadorias às origens violentas do capitalismo, como os cercamentos que expulsaram pessoas da terra e as forçaram ao trabalho assalariado. Também mostra como a religião foi usada para pacificar os pobres, enquanto o Jesus original acolhia, sem julgamento, e lutava por justiça social.
Dissolver ou reforçar a fronteira entre o eu e o outro é uma escolha que vem antes do voto. É existencial, é urgente e é praticada todos os dias.