Entidades acionam o MPF contra óculos inteligentes da Meta por riscos à privacidade
O Idec e a Coding Rights acionaram o MPF contra os óculos inteligentes da Meta, apontando riscos à privacidade, violações da LGPD e do Código de Defesa do Consumidor. As entidades pedem investigação, análise de riscos e mecanismos para proteger quem pode ser filmado sem saber.
Os óculos têm câmeras, microfones, alto-falantes e IA com tradução em tempo real e descrição do ambiente. O problema é a gravação discreta: o LED que indica captura é pequeno e pode ser desativado. Vídeos de pegadinhas viralizam mostrando desconhecidos sendo gravados sem consentimento, e há casos sérios como o de um médico acusado de usar o aparelho durante atendimento.
As organizações também exigem que a ativação de reconhecimento facial seja proibida sem autorização prévia das autoridades brasileiras. Com mais de 7 milhões de dispositivos vendidos, o Brasil pode se tornar referência mundial na regulação de dispositivos espiões.