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	<title>Gamepad &#187; distribuição digital</title>
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	<description>Uma visão crítica sobre o mercado de jogos</description>
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		<title>A Electronic Arts pede para ser boicoteada</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 16:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é de hoje que a Electronic Arts faz besteira. Antes de qualquer coisa, a EA é reconhecida por ter uma prática de mercado batizada com seu nome, a tal &#8220;síndrome de EA&#8221;. Para quem não sabe sobre o que estou falando, leia este post e se informe, ou se preferir, segue um resumo que explica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que a <a href="http://www.ea.com" target="_blank">Electronic Arts</a> faz besteira.</p>
<div id="attachment_2364" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2011/06/SuperEpicFail.jpg" rel="lightbox[2354]"><img class="size-medium wp-image-2364" title="SuperEpicFail" src="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2011/06/SuperEpicFail-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Criado pela comunidade em um dos fails da EA</p></div>
<p>Antes de qualquer coisa, a EA é reconhecida por ter uma prática de mercado batizada com seu nome, a tal &#8220;síndrome de EA&#8221;. Para quem não sabe sobre o que estou falando, leia <a href="http://blog.icarlos.net/2010/05/04/aversao-aos-jogos-eletronicos-anuais/" target="_blank">este post</a> e se informe, ou se preferir, segue um resumo que explica a essência do problema:</p>
<blockquote><p>&#8220;Síndrome de EA&#8221; é uma prática comercial adotada por publishers que buscam exaurir suas IPs (Propriedades Intelectuais) em busca de faturamento acima da média, lançando jogos da mesma franquia e conteúdos adicionais em curto espaço de tempo, impedindo seu desenvolvimento criativo, aperfeiçoamentos e inovações, levando o mercado ao stress, ao desinteresse do público e a saturação da marca no varejo.</p></blockquote>
<p>Se você não entendeu o motivo pelo qual o nome da EA está presente na &#8220;síndrome&#8221;, basta olhar para o que ela fez nas franquias <a href="http://www.needforspeed.com/" target="_blank">Need for Speed</a> e <a href="http://thesims.ea.com/" target="_blank">The Sims</a>, sem considerar também <a href="http://www.battlefield.com" target="_blank">Battlefield</a>, <a href="http://www.spore.com/" target="_blank">Spore</a>, o lançamento às pressas de <a href="http://www.ea.com/dragon-age-2" target="_blank">Dragon Age II</a> e os jogos anualizados de esportes de toda ordem.</p>
<p><strong>Um golpe contra os serviços de distribuição sob demanda</strong></p>
<div id="attachment_2367" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2011/06/steam-logo1.png" rel="lightbox[2354]"><img class="size-thumbnail wp-image-2367" title="steam-logo1" src="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2011/06/steam-logo1-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Epic win!</p></div>
<p>A Electronic Arts vem lutando com as plataformas de distribuição digital, em especial o <a href="http://www.steampowered.com" target="_blank">Steam</a> &#8211; pioneira entre elas &#8211; faz algum tempo. Muitos jogos da publisher sequer são publicados em outras plataformas, e em alguns casos, são publicados em todas&#8230; exceto na líder &#8211; o Steam. Lembro-me bem do lançamento do título Need for Speed: Hot Pursuit, onde milhares de pedidos lotaram os forums da EA, assim como milhões de menções insistentes dos usuários aos perfis dos desenvolvedores no <a href="http://twitter.com" target="_blank">Twitter</a>, pedindo que o jogo fosse disponibilizado no Steam. Basicamente, o aviso era &#8220;no Steam = no buy&#8221; (sem Steam = sem compra), dizendo que, se não fosse disponibilizado através do Steam, eles não o comprariam de outra forma. Nessa ocasião, as solicitações foram atendidas.</p>
<p>Para agravar o cenário, a EA vem golpeando os usuários de plataformas de distribuição terceiras aos poucos: Alguns títulos são lançados com atraso, alguns títulos não recebem atualização, alguns títulos, quando vendidos por plataforma de terceiros &#8211; como é o caso do título Mirror&#8217;s Edge &#8211; não são compatíveis com os DLCs do próprio jogo, alguns títulos possuem itens exclusivos que só são liberados ao serem adquiridos através da própria EA e por fim, alguns títulos sequer são lançados em plataformas de terceiros.</p>
<p>A Electronic Arts resolveu piorar a crise. Eles resolveram remover títulos já lançados em plataformas terceiras para serem publicados em sua &#8220;mais nova&#8221; plataforma de distribuição digital. O jogo <a href="http://www.ea.com/crysis-2" target="_blank">Crysis 2</a> foi subitamente varrido de plataformas como o Steam, para ser distribuído &#8220;com exclusividade&#8221; pela plataforma <a href="http://www.origin.com/" target="_blank">Origin</a>.</p>
<p><strong>Tentando lançar seu próprio serviço de distribuição</strong></p>
<p>A Electronic Arts entrou no mercado de distribuição digital muito tarde, em meados de 2006, com um gerenciador de downloads chamado &#8220;EA Downloader&#8221;, que no mesmo ano foi renomeado para &#8220;EA Link&#8221;. Ao comprar um jogo no site da publisher, você abria o EA Downloader/Link, que nada mais era do que um programa que gerenciava downloads, para descarregar o jogo adquirido e ativá-lo. De cara, a ideia não vingou. O Steam estava a anos-luz em inovação, controle de contas, downloads ilimitados, chat por texto e voz&#8230; enquanto com a EA, você tinha que pagar uma taxa adicional para eles caso quisesse ter o direito de baixar o jogo que você comprou por mais 1 ou 2 anos. Pois é, não faz sentido.</p>
<p>Percebendo a cagada feita, a Electronic Arts resolveu lançar em 2009 um novo serviço de distribuição, chamado &#8220;EA Download Manager&#8221;, conhecido também como &#8220;EADM&#8221;, mas não convenceu ninguém. O EA Download Manager nada mais foi do que o EA Link, com um gerenciador de download e instalação, ou seja, você abria o EA Download Manager, e se você ainda não tivesse baixado ou instalado tal jogo, poderia fazê-lo através do programa, sem precisar acessar o site para isso. Não preciso dizer que o Steam, e também várias outras plataformas, ainda estavam anos-luz a frente em inovação, praticidade, recursos, confiabilidade e catálogo de jogos.</p>
<div id="attachment_2372" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2011/06/originEA1.jpg" rel="lightbox[2354]"><img class="size-medium wp-image-2372" title="originEA" src="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2011/06/originEA1-300x115.jpg" alt="" width="300" height="115" /></a><p class="wp-caption-text">EA Downloader / EA Link / EADM re-re-renomeado</p></div>
<p>Em mais uma tentativa de enterrar essa história toda, a EA comprou o domínio Origin.com e resolveu lançar em 2011 um &#8220;novo (?)&#8221; serviço de distribuição digital&#8230; o &#8220;Origin&#8221; (agora sem a marca EA). Basicamente pegaram o EA Download Manager, adicionaram um recurso onde você pode adicionar seus amiguinhos no programa e pronto, heis um gerenciador de downloads com comunicador embutido, não se deram o trabalho sequer de melhorar a interface do programa ex-EADM. Inovador, não? (NÃO!)</p>
<p><strong>Jogando contra o mercado</strong></p>
<p>A Electronic Arts é uma publisher, e embora tenha um bocado de estúdios sob sua saia, ela é a maior interessada para que o mercado prospere uma vez que seu maior faturamento vem de publicações de terceiros, mas parece não aprender com seus próprios erros.</p>
<p>Após boicotear outros serviços de distribuição, impedir atualizações, conteúdos adicionais, criar privilégios aos seus títulos quando vendidos &#8220;em casa&#8221; e remover seus próprios jogos das prateleiras das concorrentes, eles anunciaram que alguns jogos serão publicados com exclusividade permanente em sua &#8220;recém lançada&#8221; plataforma de distribuição (se é que podemos chamar isso de plataforma&#8230;) Origin.</p>
<p>Resumidamente, a EA não foi feliz no mercado de distribuição digital porque tal modalidade de serviço tem grande valor agregado no que se refere a fidelização do usuário. Como já existiam plataformas consolidadas no mercado como o Steam, as plataformas da EA entraram tarde no jogo, e sem diferencial, não conseguiram criar seu próprio público. Uma vez que nenhum usuário gosta de manter diversas plataformas de distribuição abertas simultaneamente para ter acesso aos jogos de diferentes publishers, estes optam pela mais confiável, completa e competente. Alguns preferem o <a href="http://www.direct2drive.com/" target="_blank">Direct2Drive</a>, outros, <a href="http://www.impulsedriven.com" target="_blank">Impulse</a>, outros, <a href="http://www.desura.com" target="_blank">Desura</a>, e outros, <a href="http://www.gamesforwindows.com" target="_blank">Games for Windows Marketplace</a>, e quem abocanhou a maior parte do mercado, como já foi dito, foi o Steam.</p>
<p>Por conta desses problemas, entendo não que estou <em>promovendo</em> um boicote, mas sim <em>atendendo ao pedido</em> da Electronic Arts de ser boicoteada, uma vez que ela mesma <em>não tem interesse</em> em vender seus títulos em outras plataformas, e quando o faz, se oferece de forma limitada e pouco confiável.</p>
<p>Boa sorte, EA!</p>
<p><strong>Update 1:</strong></p>
<p>A Electronic Arts enviou um <a href="http://pc.ign.com/articles/117/1176517p1.html" target="_blank">comunicado a IGN</a> informando que eles não removeram o jogo Crysis 2 deliberadamente do Steam, mas sim foi uma iniciativa da controladora da plataforma, a <a href="http://www.valvesoftware.com" target="_blank">Valve</a>. Segundo o comunicado, a plataforma &#8220;impôs um certo número de termos, esperando vender conteúdos através do serviço, e como a Crytek tem um acordo com outro serviço de download, este viola as novas regras do Steam, o que ocasionou a expulsão do título Crysis 2 do Steam&#8221;. Este post será atualizado assim que tivermos informações por parte da Valve. Saliento que existem inúmeros outros jogos que vendem conteúdos &#8220;por fora&#8221; do Steam e ainda estão presentes lá. Suspeito.</p>
<p><strong>Update 2:</strong></p>
<p>Faz 3 dias que a IGN pediu uma resposta oficial da Valve, e até então não obtiveram (ou publicaram) resposta. Analisando o jogo em questão referente ao evento (sobre a remoção do Crysis 2 da plataforma Steam), notei que o jogo, embora realizasse venda de conteúdos extras dentro do próprio jogo, este é o único onde o usuário pode inserir as informações financeiras dele e concluir a compra sem sair do jogo, em todos os outros casos, o usuário é levado para um site externo, realiza a compra de créditos, e conclui a compra &#8220;ingame&#8221; através de alguma moeda virtual ou código exclusivo. Quem faz toda a transação de dentro do próprio jogo Crysis 2 é o GameSpy.</p>
<p>GameSpy é da IGN.</p>
<p>Eu acredito que:</p>
<ul>
<li>NESTE CASO (e somente neste), a EA não tenha tido qualquer relação sobre o problema de distribuição, embora tenha causado furor ao colocar que Crysis 2 era exclusivo da plataforma Origin, assim como vendendo conteúdos de pré-venda exclusivamente por aquela plataforma.</li>
<li>A IGN, por ser dona da empresa que causou esse mal estar entre Valve/EA/Crytek, decidiu não dar um tiro no pé divulgando informações como &#8220;o jogo foi removido do Steam porque a desenvolvedora tem um contrato com uma empresa nossa, que viola o termo de uso da plataforma Steam&#8221;.</li>
<li>A Valve coloca em contrato, provavelmente para evitar problemas legais, que os jogos não podem manipular informações financeiras dos jogadores em títulos distribuídos pela plataforma Steam, pois, em caso de problemas financeiros ou de entrega, a plataforma, como provedora do acesso ao jogo, poderia também responder legalmente sobre as transações.</li>
</ul>
<p>E por fim, espero mesmo que tudo se resolva no futuro e que este tenha sido somente uma exceção entre a Crytek e a Valve, ao invés de levar o caso a uma briga entre publishers, porque, como costumo dizer, “no Steam = no buy”, mesmo para o Battlefield 3.</p>
<p>PS: Para quem não sabe, a Electronic Arts é a publisher oficial dos títulos retail (em mídia e caixinha, no varejo) da Valve. Poético, não?</p>
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		<title>Pirataria e a (falta de) distribuição digital como agravante</title>
		<link>http://gamepad.com.br/2010/07/18/pirataria-e-a-falta-de-distribuicao-digital-como-agravante/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 04:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<title>No final, é tudo culpa da (falta de) distribuição digital</title>
		<link>http://gamepad.com.br/2010/07/10/no-final-e-tudo-culpa-da-falta-de-distribuicao-digital/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 01:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já abordei este tema em diversos posts e veículos, como na iMasters, no meu blog pessoal e aqui no Gamepad. A verdade é que tudo é culpa da distribuição digital, principalmente da forma como ela não é feita. Listando: Pirataria DRM Má distribuição Falta de continuidade Falta de suporte Fracasso nas vendas Preços abusivos &#8230;é, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já abordei este tema em diversos posts e veículos, como na <a href="http://imasters.uol.com.br/artigo/15947" target="_blank">iMasters</a>, no meu <a href="http://blog.icarlos.net/2009/09/17/desglobalizacao-e-globalizacao-assincrona/" target="_blank">blog pessoal</a> e aqui no <a href="http://gamepad.com.br/2010/07/09/activision-diz-que-blur-nao-e-um-fracasso/" target="_blank">Gamepad</a>. A verdade é que tudo é culpa da distribuição digital, principalmente da forma como ela <strong>não</strong> é feita.</p>
<p>Listando:</p>
<ul>
<li>Pirataria</li>
<li><em>DRM</em></li>
<li>Má distribuição</li>
<li>Falta de continuidade</li>
<li>Falta de suporte</li>
<li>Fracasso nas vendas</li>
<li>Preços abusivos</li>
<li>&#8230;é, não dá para listar tudo.</li>
</ul>
<p>Não adianta muito bater sempre na mesma tecla, mas não tenho qualquer outra forma de dizer para as distribuidoras o óbvio: Você não irá vender bem se você se recusar a vender. Parace óbvio, mas tem gente que discorda.</p>
<div id="attachment_1394" class="wp-caption alignleft" style="width: 170px"><a href="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2010/07/the_brads_drm.png" rel="lightbox[1390]"><img class="size-medium wp-image-1394" title="the_brads_drm" src="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2010/07/the_brads_drm-160x300.png" alt="" width="160" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Por quê o DRM não funciona?</p></div>
<p>A <a href="http://www.sega.com/" target="_blank">SEGA</a>, por exemplo, reclama que o jogo <a href="http://www.sega.com/alphaprotocol/" target="_blank">Alpha Protocol</a> não vendeu bem, reclamou das péssimas notas e informou que o jogo não terá continuação devido a esses problemas. A verdade é que o jogo tem diversas falhas internas, o que aponta para um abandono do suporte técnico e suas correções, não é vendido em vários países, o que incentiva a pirataria, e que conseqüentemente gera uma aplicação de <em>DRMs</em> inúteis, que só afeta o consumidor legal e não barra a própria pirataria, e consequentemente a tudo isso, existe um fracasso de venda e preços abusivos.</p>
<p>A <a href="http://www.activision.com/" target="_blank">Activision</a> tentou dizer que o jogo <a href="http://www.blurgame.com/" target="_blank">Blur</a> não enfrentou o mesmo problema. Mentira. E por causa das <strong>mesmas</strong> falhas citadas acima.</p>
<p>As gravadoras musicais reclamam veemente sobre a pirataria, principalmente em países que não possuem&#8230; ops, a <a href="http://www.apple.com/itunes/store" target="_blank">loja do iTunes</a>. Onde eles querem que compremos nossa música? As lojas nacionais não possuem a música que eu escuto. Essa é uma falha de distribuição gritante, e sem distribuição globalizada, a pirataria deixa de ser uma ilegalidade, passando a ser &#8220;a única forma de acesso ao conteúdo&#8221;, da mesma forma com que acontece quando falando de jogos e filmes que não são vendidos em nosso país.</p>
<p>Já pesquisou sobre leitores de livros digitais, como o <a href="http://www.amazon.com/kindle" target="_blank">Kindle</a>? Existem tantos formatos de livros digitais no mundo que é impossível escolher algum sem se arrepender, sem considerar os preços proibitivos dos leitores deles. Este é um mercado que definitivamente está fardado a viver no papel, literalmente falando, ainda por algumas décadas.</p>
<div id="attachment_1397" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://steamcommunity.com/groups/restofworld" target="_blank"><img class="size-thumbnail wp-image-1397" title="e247245799b11a2ff768987fd3e6f26d184c6dc3_full" src="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2010/07/e247245799b11a2ff768987fd3e6f26d184c6dc3_full-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Rest of World group: &quot;Vender jogos para todos lhe trará mais vendas&quot;</p></div>
<p>A continuidade dos títulos não afetam somente a distribuição de jogos em relação a regiões do mundo, mas também a plataformas distribuídas. É o caso de títulos de jogos como Resident Evil 5, Burnout Paradise e Battlefield: Bad Company 2. Os títulos foram lançados para várias plataformas, mas somente algumas delas ganharam expansões ou conteúdos adicionais.</p>
<p>Todo esse cenário gera uma nova balbúrdia: A dos preços abusivos. Com a adoção do preço máximo dos preços em mídia definidos como 60 dólares, as <em>publishers</em> resolveram adotar o mesmo preço&#8230; para jogos distribuídos via download. A justificativa principal é que os títulos oferecidos por download sofrem mais com a pirataria. O mais estranho é que, mesmo sabendo que o <em>DRM</em> é quebrado em menos de 24 horas, insistem em utilizá-los. E mesmo sabendo que o cenário pirata só piora quando aplicam restrições de compras, continuam restringindo.</p>
<p>Não vejo solução. Aliás, a solução é simples, o que eu não vejo é disposição das distribuidoras, <em>publishers</em>, ou qualquer outro nome que quiser dar a elas, para melhorar o próprio mercado.</p>
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		<title>Conteúdo digital: Mercado com abusos e sem padrões</title>
		<link>http://gamepad.com.br/2010/02/22/conteudo-digital-mercado-com-abusos-e-sem-padroes/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 19:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Post inicialmente publicado aqui Um executivo me mandou um e-mail nesta tarde, com uma única frase: “Por que o mercado de conteúdo digital não vai pra frente?” Como um bom reclamão, resolvi responder aqui: O mercado de conteúdo digital vai para frente, vai muito além do que imaginamos, o problema é que ele é totalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Post inicialmente publicado <a href="http://blog.icarlos.net/2010/02/19/conteudo-digital-mercado-com-abusos-e-sem-padroes/" target="_blank">aqui</a></p>
<p><a href="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2010/02/downloading1.jpg" rel="lightbox[12]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-19" title="downloading" src="http://gamepad.com.br/wp-content/uploads/2010/02/downloading1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Um executivo me mandou um e-mail nesta tarde, com uma única frase: “Por que o mercado de conteúdo digital não vai pra frente?”</p>
<p>Como um bom reclamão, resolvi responder aqui:</p>
<p>O mercado de conteúdo digital vai para frente, vai muito além do que imaginamos, o problema é que ele é totalmente decentralizado, fora de qualquer padrão e extremamente abusivo.</p>
<p>Podemos definir a área em 4 grandes nichos:</p>
<ul>
<li>Mercado musical – onde englobam os trabalhos de produção sonora distribuidas digitalmente, e que as gravadoras odeiam tanto;</li>
<li>Mercado cinematográfico – onde englobam os trabalhos audiovisuais, filmes, seriados e afins;</li>
<li>Mercado de entretenimento digital – que envolvem os jogos eletrônicos, jogos de azar e jogos familiares/casuais; e</li>
<li>Mercado de serviços eletrônicos – que tratam de acesso a aplicações web, serviços em cloud computing, modalidades “software as a service”, etc.</li>
</ul>
<p>Tirando o mercado de serviços eletrônicos, onde são dedicados ao casal computador + internet da forma que conhecemos e voltados para uma plataforma ou serviço em específico, todas as outras estão em crise. Uma crise de identidade, crise existencial. São sobre estes três primeiros mercados sobre qual me aprofundarei.</p>
<p>O mercado musical é desorganizado, traumatizado, desesperado para se tornar rentável a todo custo, e com isso são gerados contratos e mais contratos entre empresas de distribuição e cada uma das gravadoras que querem fazer parte desse negócio, englobando forma e formato de distribuição, métodos de proteção contra cópia indevida e outras características.</p>
<p>O que acontece de fato é que as gravadoras perderam, a muito tempo, a rentabilidade garantida da venda de mídias físicas, e querem retomar de alguma forma, mesmo sabendo que a muito tempo seu trabalho era conhecido como sangue-suga de ambas as partes, dos artistas e dos consumidores.</p>
<p>Ao meu ver, o artista ganha muito mais em seus shows, participações em eventos e venda de trilhas para outras produções audiovisuais do que vendendo cdzinho nas lojas. Isso era fato a algum tempo, agora é óbvio. As gravadoras se desesperam ainda mais quando o artista apóia o compartilhamento de suas obras pela internet.</p>
<p>O caso mais claro de sucesso para contornar esse problema, como serviço, é o <a href="http://www.itunes.com/" target="_blank">iTunes</a>. Ele tem um grande catálogo de grandes produtoras e artistas independentes, vendas em alta e índice quase nulo de falhas, exceto pelo fato de ser restrito para algumas partes do planeta. Brasileiros, por exemplo, não podem acessar o catálogo de músicas do iTunes, o que faz o negócio perder seu sentido, é o que chamamos de “desglobalização da internet”. Como algo disponível em uma rede mundial é restrito para algumas regiões? Fica a pergunta no ar.</p>
<p>Para exemplificar um caso nacional, temos o <a href="http://www.sonora.com.br/" target="_blank">Sonora</a>, do provedor <a href="http://www.terra.com.br/" target="_blank">Terra</a>. Ele vende músicas, como o iTunes, e as reproduz online, como o <a href="http://www.last.fm/" target="_blank">LastFM</a>. A diferença neste caso é que o catálogo do Sonora é extremamente limitado, procurei por minhas 2 bandas preferidas, que são finlandesas, e não as encontrei no Sonora. Outro problema é que todas as músicas possuem DRM, ou seja, são protegidas digitalmente. Elas necessitam de aplicações e licenças exclusivas para serem reproduzidas, isso quer dizer que eu não posso simplesmente colocar em qualquer aparelho de MP3 antigo que fatalmente não funcionará. É totalmente previsível, e compreensível, que a grande maioria dos consumidores em potencial deste conteúdo sinta-se no direito de copiar o material sem qualquer pudor.</p>
<p>O mercado cinematográfico sofre praticamente do mesmo mal, sob a condição de ser ainda mais restritivo. o iTunes, além de só distribuir filmes em alguns países, também os protege com DRM. A <a href="http://www.sony.com/" target="_blank">Sony</a> faz o mesmo através do <a href="http://www.us.playstation.com/psn/" target="_blank">Playstation Network</a>, e não encontrei sequer 1 empresa que oferecesse para o Brasil um catálogo no mínimo tolerável de filmes para venda ou locação.</p>
<p>Assim como no mercado musical, as produtoras estão desesperadas, ainda que elas consigam grande parte de sua rentabilidade em um ambiente livre de cópias, que é o conforto de uma sala de cinema, porém, ainda são vilãs, aliás, todos são. Do valor total pago em uma entrada para cinema, 97% deste, NO MÍNIMO, vai para o estabelecimento. Sem considerar o preço exorbitante e superfaturado dos comestíveis do local. Do que resta, a maior parte vai para a produtora, quem fecha a edição e faz o marketing. O “pouco” que sobra (embora tenham faturamentos milionários, é muito pouco comparado ao lucro da produtora) vai para a mão dos estúdios, que colocam a mão na massa e pagam o seu casting.</p>
<p>Filmes na forma de conteúdo digital, ao meu ver, não anda pra frente, e não andará. Não há lançamentos sincronizados entre diferentes países, não há serviços ditribuindo o material, não há padrão de formato, há proteção (inútil) d+, e assim o mercado não anda, esse não anda mesmo.</p>
<p>O mercado de entretenimento digital, apesar de ser o mais bem sucedido, é o que mais agride seus consumidores. Tirando casos de sucesso como aplicativos de redes sociais, alguns jogos de azar como o <a href="http://pt.partypoker.com/" target="_blank">Party Poker</a> e <a href="http://www.pkr.com/" target="_blank">PKR</a>, e serviços por assinatura como os jogos conhecidos por MMO (Massive Multiplayer Online game), os serviços de distribuição de entretenimento é uma zona.</p>
<p>Primeiramente, as grandes produtoras sobrem de um mal que apelidei carinhosamente de “síndrome de EA”, devido a frequência com que a produtora <a href="http://www.ea.com/" target="_blank">Eletronic Arts</a> lança títulos novos, praticamente inalterados, em um curto prazo de tempo. Títulos da EA Sports como a série FIFA, e a série Need for Speed da produtora-chefe, chegam a ser lançados em intervalos menores que 1 ano. Sem falar nas dezenas de expansões lançadas para a série The Sims em um mesmo ano. Entram nesta dança produtoras como <a href="http://www.ubi.com/" target="_blank">Ubisoft</a> e <a href="http://www.konami.com/" target="_blank">Konami</a>. A solução não agride ninguém, bastaria converter o título para uma modalidade de serviço, ou simplesmente lançar expansões (pagas, claro) que inovam o jogo. Jogadores menos dedicados a um título em específico (que, inclusive, trata-se da maioria), ficarão muito mais propensos a adquirir a expansão, que simplesmente adquirir um novo título sobre um jogo praticamente idêntico lançado no ano anterior.</p>
<p>Em segundo ponto, entram em conflito as disputas por plataformas. Diversas produtoras lançam o mesmo título para vários consoles, celulares e PC, porém, o lançamento para PC, em diversos casos, chegam com muito atraso, as vezes com mais de 1 ano de atraso. Também são raros os casos com o conteúdos extras oferecidos online de alguns títulos são disponibilizados para PC, em sua maioria, não são. É o caso de títulos como Resident Evil 5 (<a href="http://www.capcom.com/" target="_blank">Capcom</a>), Burnout Paradise (Eletronic Arts), FIFA 10 (EA Sports), entre MUITOS outros. e ainda reclamam que as vendas de títulos para PC são fracas…. mas é claro! A grande maioria dos consumidores destes títulos possuem mais de uma plataforma de entretenimento, alguns possuem console e PC, outros possuem diversos consoles, sabendo que a produtora costuma “dar uma mancada” desse porte, é óbvio que ele vai fugir dela ou adquirir uma versão para console, quando realmente for viável!</p>
<p>Outro ponto que dificulta bastante a progressão do mercado em entretenimento digital é o formato de distribuição. Algumas produtoras utilizam plataformas de distribuição com DRM integrado, como o <a href="http://store.steampowered.com/" target="_blank">Steam</a> e o <a href="http://www.direct2drive.com/" target="_blank">Direct2Drive</a>, porém, insistem em utilizar uma segunda camada de proteção contra cópias indevidas, o que irrita terrivelmente os consumidores. Existem também casos onde as produtoras distribuem títulos somente para uma distribuidora digital, ou por um serviço de distribuição próprio, o que afasta qualquer consumidor que não estiver familiarizado com aquele serviço. E por último, assim como é o caso do mercado musical, existem muitos conteúdos que já desapareceram do comércio formal, e que continuam inexistentes nas plataformas de distribuição digital, como é o caso de títulos como Worms, Populous, Carmageddon, F.E.A.R. (que inclusive publicou sua continuação online, o que deixou a história sem sentido) e Diablo (idem).</p>
<p>Não me surpreende as notícias referente a pirataria de titulos de entretenimento, cópias de músicas e filmes em massa. A indústria impõe restrições que a flagelam, restringe (ou desglobaliza) sua distribuição, aplica proteções que não funcionam, e em todas as tentativas de contornar tal situação prejudicou unicamente o pobre consumidor, onde são poucos os que insistem em ser honestos, e muitos outros que já desistiram de ser.</p>
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